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sábado, 2 de agosto de 2014

Na Estrada I

Na Estrada I

Na estrada
de ferro
me seguro na cadeira, algo concreto.
Sonhos não são palpáveis até se tornarem realidade.

O medo do desconhecido,
a segurança,
me fazem querer que essa viagem dure para sempre.
Ou até o tempo de você me salvar.

Te carrego como um amuleto,
uma joia preciosa de valor inestimável.
Te carrego em mim
enquanto sinto que você se afasta.

E meu trem segue pela estrada...

07 de Julho de 2014.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

187

Poema nº 187

Eu perco o veio das palavras
que se encontram
tão tristes e tão entrelaçadas
dentro do meu mundo
que hoje parece um porão.

Acordo, noite.
Durmo, dia.
Sinto de longe o cheiro
da tempestade que se aproxima.
Tenho tanto medo
que me afogo por antecipação.

01 de Agosto de 2013.